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Recital de Piano - Miguel Perdigão

  • Fundação Marquês de Pombal 18 Avenida Tomás Ribeiro Linda-a-Velha, Lisboa, 2795-164 Portugal (mapa)

No dia 24 de fevereiro, às 19h00, o Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, abre as suas portas para um recital de piano que convida o público a mergulhar na riqueza expressiva do século XIX. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala. Este recital propõe uma viagem musical entre dois momentos decisivos da história da música ocidental, onde o piano se torna veículo de reflexão, emoção e filosofia sonora.

A primeira obra do programa é a Sonata para piano em Mi maior, Op. 109, de Ludwig van Beethoven, composta em 1820, no seu último período criativo. Esta sonata, marcada por uma maturidade artística e humana sem precedentes, surge num momento de transição entre o Classicismo e o Romantismo. Beethoven desenvolve aqui uma linguagem musical capaz de expressar simultaneamente o amor, a juventude, a espiritualidade e a introspeção pessoal, redefinindo as possibilidades formais da sonata. Cada movimento revela uma reflexão profunda sobre a vida, combinando rigor estrutural com liberdade expressiva, numa obra que continua a fascinar pela sua intensidade e complexidade emocional.

O programa prossegue com os Vinte e Quatro Prelúdios, Op. 28, de Fryderyk Chopin, escritos entre 1835 e 1839, que representam o auge da expressão romântica no piano. Cada prelúdio funciona como um microcosmo emocional e musical, conciso na forma, revolucionário no pianismo e intemporal na sua carga expressiva. Chopin explora a totalidade da tonalidade, criando universos sonoros únicos que refletem a fragilidade, a intensidade e a multiplicidade da experiência humana. Em cada prelúdio, o ouvinte é confrontado com nuances de introspeção, melancolia, alegria e efemeridade, numa narrativa musical que transcende o tempo e a cultura.

Neste recital, Beethoven e Chopin dialogam silenciosamente, propondo ao público uma experiência que vai além da estética: uma escuta atenta, capaz de revelar a complexidade da alma humana através da linguagem do piano. É um convite a percorrer séculos de criação musical, a contemplar a evolução da expressão artística e a sentir, em cada nota, a intensidade de duas das vozes mais profundas e influentes do século XIX.

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